Jingle Bells, Jingle Bells lalalalalala

Raramente vou ao centro da cidade perto da qual moro e onde trabalho.  Geralmente o caminho é casa-trabalho-casa. Por motivos que agora não interessam, esta semana fui obrigada a ir à cidade todos os dias. Foi assim que me vi mergulhada e quase misturada na azáfama própria desta época natalícia.

Sei que o Natal é uma época especial e não me levem a mal com o que vou dizer.  O Natal, ou aquilo que se pretende fazer dele, cada vez mais, irrita-me. Irrita-me o consumismo desenfreado. Irritam-me as iluminações cuja energia eléctrica estamos todos a pagar. Irritam-me os chavões. Irrita-me a quantidade de papel e tintas e colas e fitas que se produzem e gastam. Irrita-me a competição de quem dá mais e mais caro.

Quer dizer… em boa verdade, todas estas coisas irritam-me em qualquer altura do ano! lol

Mas qual o propósito desta prosa?

Nada de mais! Ocorreu-me ao ver este post da Afro e identificar amigos que nos mostram como o Natal tem tantas formas de ser vivido! Bem hajam! 🙂

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15 Respostas

  1. Deu-me vontade de rir o teu texto sobre a vida real porque é verdade o que dizes (penso da mesma forma) e acaba por ser uma contradição passarmos por isso numa boa na vida virtual 😀

    No fundo o que pretende é passar algum tempo de qualidade com as pessoas com que nos identificamos neste “brave new world”. Prendinhas virtuais que até não nos dirá nada mas porque estamos com este ou com aquele… :mrgreen:

    Aproveitem que hoje estou muito poeta 😉

  2. lol tu moras na província? 😀 Se fosse falar do ódio que tenho aos atentados desmesurados à natureza por tradicionalismos da m…. que muitos nem sabem o porque, mas querem manter porque acham que sim, enfim nem se justifica nos tempos de hoje. Queres um exemplo? Como falaste, compra-se uma prenda, por mais barata que seja, tem de levar embrulho, fita cetim, fita cola, cartão, como se os aditivos fossem melhores que a prenda lol Os meus amigos e família já me conhecem. Prenda é a que dá, embrulhos? como muito saco de plástico que no fim sempre pode servir para saco do lixo em vez de ser enchimento para outro saco do lixo e é quando é. Consumismo? bem nesta fase da “crise” anda mta gente a babar as montras mas compras tá quieto, infelizmente, nós racinha de seres “inteligentes!?” só aprendemos quando isto está já tudo a dar para o torno, porque afinal viva às tradições (irracionais). Viva a coca cola por nos inventar o pai natal (vermelhinho) e a árvore de natal, afinal a arvore reciclável é um porcaria não é, mais vale abater mais um pinheiro, que se lixe a natureza mas poucos abdicam de uma alternativa à esta tradição do consumismo. Viva à tradição do consumismo desmesurado. Afinal quando muito criticamos as diferenças economicas, nesta altura do ano, gasta-se até o dinheiro que não há, enchendo ainda mais os bolsos a quem já tem de sobra. Há quem quantifique o amor com prenda mais cara ou mais barata. Tipo “O meu amor por ti tem o mesmo valor comercial que um plasma lol” “ah como não gosto de ti levas um porta chaves”.

    Enfim, isto tudo para dizer “ODEIO A COCA COLA” lol

    Também sem esquecer, queres uma prenda de valor inestimável? Esta sim é a verdadeira prenda que todos no fundo gostamos mais de receber, um Xi coração 😀

    Bom natal, porta-te bem e aparece mais vezes na cidade, vais-te surpreender ainda mais ^_^

  3. Concordo com cada palavra Marguinha! É triste a solidariedade só existir no Natal, é triste os afectos serem avaliados pelos valores das prendas mas ainda mais triste é todos esses afectos serem esquecidos no dia 26…

    Eu deixo ficar aqui o abracinho apertado e a beijoka gôda para todos aqueles a quem (quase) todos os dias o faço – aos meus amigos 🙂

    Façam o favor de ser felizes 🙂

  4. Não concordo nem discordo. Conformo-me.

  5. … e, mais que tudo, não quero irritar-me. Seja com o que fôr.

    🙂

  6. Só um par de esclarecimentos…
    A árvore de Natal não é uma “tradição” consumista, mas sim um costume mais antigo do que o Cristianismo e não é sequer exclusiva de nenhuma religião em particular.
    Existe, mais ou menoso como a conhecemos, desde o século XVI.
    Por outro lado, recordo-me de ter aprendido bem novito, há tanto tempo que ainda nem se costumava falar em ecologia, que não se corta um pinheiro qualquer para fazer árvore de Natal.
    O corte dos pinheiros jovens chamado desbaste é necessário e conveniente para o desenvolvimento do pinhal. O excesso de plantas por metro quadrado é prejudicial ao seu crescimento, e assim o desbaste é pratica comum de exploração. Claro que o corte indiscriminado não é sequer permitido…
    Quer isto dizer que se for escolhido o pinheiro certo, até é um acto mais ecológico do que comprar uma árvore de Natal de plástico…

  7. Tens toda a razão TIk…a cena é que na cidade as pessoas já não vivem o ritmo dos campos.
    Essa cena já não existe e é mais o relógio de ponta que marca o ritmo dos dias.
    Eu sou adepto antigo da árvore de plástico..que pensando bem …já deve ir no seu 10 natal e já passou de uma familia para outra. O inconveniente são as bolas..porque nem sempre servem..as cores ..topas?

    Felizmente não faço nada…só transporto o material…deposito e aquilo aparece num fds feito com as luzinhas montadas…e ainda há gente que não acredita em fadas? Eu adorava ser avô!

  8. tens razão Tik, a arvore sim mas o pai natal vermelhinho ( ou o S. Nicolau) é recriação da coca cola, enfim a mensagem foi passada. Enquanto aos pinheiros, isso é o que deveria ser feito, enquanto o que é feito já deixo as minhas sérias dúvidas. Enquanto ao “O excesso de plantas por metro quadrado é prejudicial ao seu crescimento”, é muito questionável dado que fala-se nisso quando muitos quilómetros de floresta são dizimados diariamente, para também no natal fazer-se o disparate como o que se faz na publicidade, nos papeis de presente etc.

    Também relembro que a natureza sabia gerir-se muito bem antes de cá andarmos não? 🙂

  9. […] no Second LifeAfro on Almoço de Não-Natal (ou Almo…Afro on PO(U)CO LO(U)CO(s)Jingle Bells, Jingle… on PO(U)CO LO(U)CO(s)Jao Markstein on PO(U)CO LO(U)CO(s)Artemisa on Almoço de Não-Natal […]

  10. Electro, é isso mesmo. E dá-nos mais momentos de poeta! 🙂

    Que belo xi-coração, Spy! Obrigada!!!!!!!!!! Que abraço e beijinhos bons, Win!

    Spy, Tik, Fokas estão todos com razão. E eu já nem me lembrava da questão da árvore de Natal. É que a minha árvore de Natal é a romãzeira que tenho perto de casa. Fica lindíssima, sobretudo quando iluminada com os reflexos da lua cheia ou do sol.

    Recordo bem as campanhas para se usarem pinheiros dos desbastes, Tik. Mas actualmente, achas que isso ainda está actual? Dá-me ideia que desbastaram a mais! Qualquer dia a árvore de Natal passa a ser um eucalipto! No fim da quadra natalícia, a árvore é reciclada na celulose mais perto de si com direito ao sorteio duma quotazinha na empresa! 🙂

    Winter, percebo-te tão bem! Mas olha, para quem é funcionário público, o espírito ainda abrange o dia 26 porque há tolerância de ponto. Para esses, o clima só muda no dia 27! lol

    Ofl, irritar não vale mesmo a pena. Isto foi apenas a minha forma de expressão. (quer dizer, por acaso, a coisa irrita-me mesmo lol).

  11. Dizes bem Marguita! E o apelo ao consumo não se limita ao Natal, mas ao dia dos Namorados (que nunca teve nada a ver com os portugueses), ao dia da Mulher, do Cão, da Avó e de mais uns quantos que vão inventando pelo meio, para que a malta vá na onda e gaste o dinheiro que não tem.
    Quanto à árvore de Natal, acho piada fazê-la quando há crianças em casa. Quando não há, fico-me por umas velinhas coloridas e uma árvore de Natal de 30cm feita de ráfia vermelha. E já se goza!!! 🙂

  12. Pois é June. Esses dias todos que nada têm que ver com as tradições portuguesas são a mesma irritação. Se ainda tivessemos o Dia do Bacalhau (claro, a meio do ano, para os comerciantes poderem contrabalançar com as vendas feitas em Dezembro, à conta do Natal) eu até ia na onda! lol

    Adorava ver a tua árvore de Natal de ráfia vermelha!!! Deve ser linda!!! 🙂

  13. Então mas ninguém discorda? Falto cá eu. Pois eu acho que qualquer desculpa é boa pra festas. Gosto de tradições e rituais. Gosto de hábitos mesmo que sejam de imposição recente. E não tem de ser coisas complexas. Gosto do ritual de ir ao café, de me sentar, de pôr o açucar, de mexer. Gosto da tradição que tem pouco mais de dois meses de beber o café com os amigos ao Domingo. Tanto que não bebo café sem ritual. Ou bem que há sítio para sentar e amigos ou dispenso a cafeína.
    Gosto do Pai Natal e acredito nele. Há sempre um presente que não sabemos quem deu. Gosto da Coca-cola apesar de não gostar de coca-cola. Gosto de fitas e embrulhos e embora tenha proposto que na escola sejam aceites trabalhos de alunos em formato digital para poupar papel, gosto dos papéis do Natal e acho esta época uma altura justificável para os papéis. Gosto de descobrir o presente perfeito para cada um, e tento não pensar no custo (às vezes tenho de me limitar).
    E POSSO porque, como sabem todos sabem, passo o ano a distribuir afectos e mimos e presentes, portanto posso dizer que não o faço apenas por ser Natal. mas gosto do Natal porque é uma altura em que os outros por obrigação, ou não, fazem o mesmo que eu.
    E acho também que este meu espírito natalício existe escondido dentro de todos nós. Prova disso foi o ar de parvos de 22 adultos à volta de uma árvore de Natal nas fitas de sexta, a festejar cada presente aberto, a rir e a partilhar carinho. E tenho dito!

  14. Pois eu remato com mais uma, (era para fazer um post do assunto, mas cá fica como resposta).

    Quando andamos todos por ai às turras, nas compras, a comprar e gastar o que temos e o que não temos (cartões de crédito, créditos imediatos etc) parece que nos esquecemos o que é o verdadeiro espírito de natal. Que se bem recordo da minha infância era uma simples e especial reunião com a familia, isso não queria dizer que tinham de haver prendas caras, ou mesmo prendas (fisicas no bom sentido da palavra). Porque o que era mais importante era sim o calor da Família reunida que pelas vicissitudes da vida não era possivel durante o ano e a noite de 25 de Dezembro era usada em todos os sentidos para uma reunião calorosa. Sim a comida era como é hoje em dia farta. E o consumismo e exigência foram aumentando, a tal ponto de ver (verídico) famílias actuais que acham que um bom natal é um natal cheio de coisas grandes de caras.
    Efeito largo do marketing “agressivo” que nos enchem a cara de falsos sorrisos, pois inconscientemente nesta corrida pela “felicidade” (sabemos que bens materiais não traz felicidade, mas agimos como se ela trouxesse).

    “…assiste-se a uma crescente afluência aos estabelecimentos comerciais para se efectuarem as compras dos presentes tão característicos da dita quadra. Assim sendo, somos “pressionados” todos os dias a comprar os mais diversos produtos, devido à muita publicidade e marketing que encontramos em todos os locais (seja na televisão, revistas, na rua, entre outros). Muitos destes produtos nem sequer nos fazem falta ou que nem sequer estão de acordo com os gostos do destinatário do presente, mas, mesmo assim decidimos comprar… Cria-se como que uma necessidade psicológica, bastante difícil de ultrapassar….”

    “….Este é o fenómeno do consumismo que não deixa ninguém indiferente, pois, tem ao seu serviço instrumentos poderíssimos, que de resto já foram referidos. Assim sendo, vivemos numa sociedade que vive da ostentação dos produtos que adquire e, sendo assim, muitas vezes para sustentar estes “vícios”, então, recorre-se, por exemplo, ao crédito, pois, nem todos têm à partida capacidade económica para tal…

    Esta é a realidade que, infelizmente, nos é “presenteada” todos os dias, porém, que no Natal vale a pena sempre recordar, uma vez que o crédito, os empréstimos são meros instrumentos de incentivo ao consumismo e que, apenas, contribuem para uma felicidade momentânea, que a médio e longo prazo acabará por dar muitos problemas e poucos sorrisos…”

    Infelizmente este é o Natal dos nossos dias actuais…. Agora eu pergunto-vos… será a troca de prendas a coisa mais importante nesta altura do ano? Ou será que o convívio tem mais valor? Qual é a vossa posição face ao Natal? Gostava que me dessem o vosso parecer sobre este assunto.

    Se for a prenda e as prendas caras e as novas exigências, tal como a diferença dos tempos. No meu tempo os meus pais darem-me uma pista de corridas era um luxo, hoje em dia os putos da mesma idade que tinha na altura já querem PSP’s, consolas, telemóveis (alguns topo de gama) e sem falar em outros “que considero” abuso.

    No meu tempo se quisesse coisas assim caras, teria de ser com o meu suor e detalhes a parte na altura não se vivia nada mal.

    Falei e tenho dito.

    @ elora – eu só gosto da coca-cola porque desentope canos, se bem me entendes. Mas a marca e todo o chinfrim que fizeram sobre o nome, logotipos e associações que as vezes parece elevar o nome de um desentupidor de canos aos altares do consumismo.

    Ámen coca-cola lol

  15. Só tangas Spy que é para não passares as musicas que te pedem (estou a reinar contigo)…

    Mas estou uma beca triste, os meus amigos Metaleiros não estarão lá no sítio do costume durante este Natal e Ano Novo (acho que vou invadir Metalhead e ocupar o Stream por uns dias)… 😈

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