Sobre isto de blogar

Em jeito de prólogo: acabei de reparar que o WordPress já permite a introdução de polls (para os menos versados, uma poll é um conjunto de uma pergunta + diversas respostas possíveis, que nos permite “apalpar” a opinião dos leitores sobre as mais diversas matérias. Também serve para o habitual “vamos a votos”). Nem tudo está portanto perdido, pode ser que um ano destes até se consiga enfiar aqui uma rádio simpática para dar música a quem nos visita (mas só quando o visitante o escolher… que nem sempre é muito oportuno abrirmos uma página e desatarmos a ouvir algo de repente – e normalmente em volume elevado!).

Adiante.

Este blog está prestes a assinalar o primeiro aniversário – e sobre isto, nem precisam esperar sentados para assistirem às belas surpresas que o M2 está ali a preparar nos bastidores. 🙂

E a pergunta do dia é: porque é que as pessoas criam blogs ? Bom, em geral, parece-me a mim, porque, em primeiro lugar, gostam de escrever, e em segundo, porque sentem que este é um meio privilegiado para veicular informações e expressar opiniões.

Opiniões. Exacto. Os blogs, quando a sua linha editorial o permite (e sobre a linha editorial deste blog também nos pronunciaremos em breve) servem para os seus autores transmitirem a quem os lê o que acham e o que sentem sobre uma série de matérias. Servem para chamar a atenção para determinados assuntos, que os tocaram pela positiva, ou pela negativa.

Aos leitores, está praticamente sempre aberta a opção de comentar. Eu, pessoalmente, não sou grande comentadora, e só o faço quando o que tenho a dizer acrescenta algo ao que o autor disse. Mas nesta questão, como em muitas outras, as perspectivas variam e cada qual comenta com o que lhe apetece – felizmente, vivemos todos num regime que defende a liberdade de expressão, e eu não poderia ser mais a favor! Contudo, a maior parte das vezes é verdade que quando o que leio não vai ao encontro do que penso, em geral enfio a viola no saco e encolho os ombros. Se decido que não gosto mesmo das coisas que alguém escrever, pura e simplesmente deixo de o/a ler, deixo de visitar o blog ou aproveito um dia em que esteja particularmente bem disposta para ler de uma assentada as “novidades” do ultimo mês. Mas… mais uma vez, esta é a minha perspectiva, e outras diferentes haverá.

Qual é o ponto da gaja? estarão vocês a perguntar nesta altura. Fácil. O ponto é: lá porque este é um blog colectivo e mais ou menos focalizado nas coisinhas de Portucalis, eu não vou deixar, por motivo nenhum, de aqui continuar a pespegar o que sinto e acho sobre uma série de coisas – desde que de uma forma ou outra me pareça que elas têm impacto sobre Portucalenses residentes e visitantes… sobre todos vocês que nos lêm, no fundo.

As opiniões de um autor de blog são isso mesmo. Opiniões. Nem mais, e nem menos. Vinculam-no a ele e só a ele. Tratando-se de um blog colectivo – como é o caso deste – não obrigam os colegas a concordarem, nem é suposto reflectirem nenhuma espécie de posição conjunta. Muito pelo contrário, estes são tão livres como qualquer outro comentador de se pronunciarem como muito bem entenderem em relação a algo escrito pelo colega. Aliás, é essa precisamente a grande mais valia dos blogs colectivos, a diversidade de perspectivas e de interesses. Eu sei que sou estranha, mas uma das coisas que maior orgulho me dá neste blog é precisamente cada autor ter coluna cervical suficiente para discordar claramente dos colegas e frequentemente se chegar à frente e dizer “gaja, não concordo nem um bocadinho com a barbaridade que escreveste”. Desculpem-me o assomo de vaidade, mas poucos existem que assumem o “Não ao espírito de carneirada”, e isso só mostra que há seres pensantes do lado de lá do monitor, daqueles que usam as suas célulazinhas cinzentas para chegarem às suas próprias conclusões. Sim, claro que isso depois dá origem a muita ramboiada… e? Sim, claro que isso dá origem a alguns autores saírem – assim como eu já saí de muitos outros blogues também. Volto a perguntar… e? O facto é que o blog está aí, vivo e de boa saúde… e prontinho a entrar no segundo ano de vida.

Isto para dizer: cada vez que eu achar imensa piada a algo, vou continuar a dizê-lo e a partilhá-lo com vocês. A dizer “Corram!” e a gritar “Opáá, isto é lindo!”. E cada vez que eu não achar a mínima piada a algo, vou continuar a manifestá-lo também – e com a mesma veemência. Quem tiver opiniões fortes e vincadas sobre o mundo, sugiro que faça o mesmo e crie também um blog onde se poderá sempre expressar à vontadinha. Por aqui, teremos sempre o maior prazer em lincar o blog recém-chegado.

Portanto, podem sentar e voltar a pegar nas pipocas. O filme ainda não acabou, muito longe disto. Ao fim de pouco menos de um ano, acreditem que tudo isto ainda está apenas nas cenas iniciais.

Façam o favor de ser felizes… e voltem sempre 🙂

PS – pela primeira vez desde que ando por estas coisas dos blogs, vou fechar os comentários a um post. Precisamente por achar que ninguém que leia isto terá alguma coisa a acrescentar – já que se trata apenas e somente da expressão de… uma opinião.

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Gralhas, dislexias e afins

Quem, como nós, comunica com muita regularidade através da forma escrita, já se confrontou com vários “problemas” nas palavras que nos surgem à frente.

Os “problemas” mais comuns são quedas e troca de letras. Ninguém se incomoda, pois todos percebem o que se pretende dizer e, sobretudo, acontece a todos!

Outras vezes, inspirados nos termos de SL, inventamos palavras por tradução livre e adaptação do inglês ao português – estrangeirismos (p. ex. rezzar), ou alterando o significado de vocábulos portugueses (p.ex. estou alagado; tantos primos). Nestas situações também não há problema nenhum. Todos dominam os termos originais.

Há ainda a situação em que, propositadamente, damos erros ortográficos. Por serem de propósito não contam como erros (p. ex. rexunxudinha; xira; kero; rupinha ), sendo apenas uma expressão da oralidade. Todos os percebem.

Também há problemas na escrita provenientes de deficiências técnicas no teclado. Pode a barra de espaços estar pouco sensível e as palavras sairem todas coladas ou o teclado estar sempre a mudar para modo English, dando uma escrita cheia de travessões e parêntesis rectos (obrigada Jao! Depois da tua dica, já resolvi este problema! 🙂 ) Bom, mas neste caso também todos compreendem o problema.

Agora digam-me se é admíssivel alguém escrever “omofifico” no meio duma frase para significar “não vou fazer”!!!! Díficil! Muito díficil! Não há comunicação que resista! Com a agravante da autora do “omofifico” não ter tido consciência de que escreveu “omofifico” e, no dia seguinte, não ter percebido a reacção da interlocutora quando esta lhe diz ter ficado a olhar para “omofifico”! lol

Pergunto-me a que velocidade andou a minha cabeça que os dedos não conseguiram acompanhar, ou como é que a minha cabeça parou no tempo e os dedos conseguiram escrever conforme lhes apeteceu, saindo um “omofifico”! lol

E assim me “omofifico”! 🙂 (neste contexto talvez se entenda que agora se pretende dizer: e “assim me fico”, sustentada numa interpretação da origem latina da palavra). lol