Saudades

Ao tempo que nenhum de nós escreve no blogue.  A ilha deixou de lá estar e, deste lado da net, a comunicação é mais rápida por outros meios. Mas hoje tinha de vir aqui. E tinhas de ser tu, Maggie, a trazer-me.

……………. que fique o registo destas saudades tão profundas que todos continuamos a sentir por ti. Saudades, saudades, saudades. Tantas.

 

 

Grande abraço querida amiga.

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Pelo riso dentro*: As Pragas de Alvor

Neste momento estou a rir ao ouvir dentro de mim as pragas a seguir transcritas, todas ouvidas de viva voz em minha casa, ditas com o sotaque correcto de Alvor pela Maggie 🙂 :

Pragas escritas com sotaque de Alvor:**
1. Ah maldeçoade! Que tevesses uma dor de barriga tã grande, tã grande, que te desse pra correr, que cande más corresses más te doesse e que cande parasses arrebentasses.
2. Ah maldeçoade, havias de ter uma doença tã grande, tão grande, ca água do mar transfermada em tinta na desse pa escrever o nome dela.
3. Oh maldeçoade, só queria que tevesses sem um tostão ferade na alzebêra, que visses uma cartêra cheia de notas caída na rua e quando te fosses abaixar pr’á apanhar te caísse a tampa do peito.
4. Oh maldeçoade havia de te crescer um par de cornos tão grandes e tão pequenos, que dois cucos a cantarem, cada um na sua ponta, não se ouvissem um ao outro.
5. Amaldeçoade môce, havia de te dar uma dor tã grande, tã grande, que só te passasse com o sumo de pedra.
6. Havias de ter uma fome tã grande ou tã pequena, que cabessem os alcatruzes todos que tem o mar dentro da tua barriga.
7. Ah moça marafada, havias de apanhar tante sol, tante sol, que t’aderretesses toda e fosse preciso apanhar-te às colheres como a banha.
8. Que te desse uma traçã no beraco desse cu, que tevesses sem cagar oito dias e quando cagasses só cagasses figos de pita inteiros.
9. Ah marafada, havias de fecar tão magra, tão magra, que passasses po beraco duma agulha de braços abertos.
10. Ah maldeçoada, havia de te dar uma dor tã fina, tã fina, que ficasses enrolada que nem um carro de linhas.
11. Havia de lhe dar uma febre tã grande, e tão pequena, que lhe derretesse a fevela do cinte e os betons da farda.
12. Permita Dês que toda a comida que hoje quemeres, amanhã a vás cagar ao cemitério já de olhos fechados.
13. Oh maldeçoado moce, havias de ter uma dor tã grande, tã grande, que te desse p’andar. Mas que andasses tante, tante, que gastasses as pernas até aos joelhes.

Pragas escritas sem sotaque:***
Entre mulheres – a propósito de uma vizinha invejosa: “Havia ela de apanhar tanto sol que até se derretesse e fosse preciso apanhá-la às colheres como a banha.”
Numa “garreia” de homens: “Uma traçã te dê nesse buraco do cu que estejas sem cagar oito dias e quando cagares só cagares figos de pita inteiros.” Resposta: “E tu amaldiçoado havia de te nascer um par de cornos tão grandes e tão pequenos, que dois cucos a cantarem, cada um em sua ponta, não se ouvissem um ao outro.”
Numa “garreia” de mulheres: “Havias de ficar tão magra, tão magra – que possas passar pelo buraco de uma agulha de braços abertos.” Resposta: “E tu havia de te dar uma dor tão grande que ficasses enrolada que nem um carro de linhas.”
“Permita Deus que te dê uma febre tão grande, e tão pequena, que até te derretesse a fivela do cinto.”
“Permita Deus que toda a comida que hoje comeres, amanhã a vás cagar ao cemitério já de olhos fechados.”
“Permita Deus que tenhas de andar tanto que gastes os pés e as pernas até à cintura.”

* Aproveitando o título do post anterior da Summer.

** Retirado do blogue da June.

*** Retirado daqui.

Whistles

Vamos assobiar em uníssono?

P.S. A letra do discurso pode ser encontrada aqui.